Nautimodelismo

Nautimodelismo ou modelismo naval é atividade modelística mais velha que existe, como prova disso veja foto de modelos egípcios com mais de 4.000 anos, expostos no British Museum de Londres. Desde então pratica-se sem interrupção, nautimodelismo no mundo.

O nautimodelismo divide-se em diversas modalidades, a saber: Nautimodelismo estático e nautimodelismo dinâmico.

Nautimodelismo estático.

Compreende este tipo de nauti, os modelos que não navegam.

O modelismo estático é tão praticado quanto o modelismo dinâmico, e compreende os modelos para uso decorativo , de estudo e para serem colocados em museus e exposições. Os modelos para uso decorativo nem sempre são em escala e a qualidade deixa muito a desejar. Modelos dentro de garrafa considera-se do tipo decorativo .

Dois modelistas são notórios em nosso país: Guy Christian Collet (decorativos) e Udo Leo Thamm,(em garrafas) ambos de São Paulo.

Modelos estáticos em escala perfeita : estes são o que existe de mais esmerado em modelismo naval ,são réplicas exatas de barcos ou navios existentes ou que existiram, em geral embarcações que marcaram época. São construídos com todo o cuidado possível para que represente o original em todos os seus detalhes. São desse tipo de modelos que encontramos em museus.

Dois modelistas se destacam nessa arte : Paulo Jacques Goldstein (modelos antigos) e Vicente Llaberia ( qualquer tipo de modelo) ambos de São Paulo.

Modelos dinâmicos :

São os modelos que navegam, cabe aqui muitas subdivisões, a saber :

Modelos a vela : modelos em escala , semi-escala e de competição. Sem escala ou semi-escala são modelos que parecem os originais mas que deixam muito a desejar quando se compara realmente o original com o modelo, entretanto navegam muito bem, as vezes a deformação da escala é proposital para se ganhar performance na navegação. É muito difícil fazer-se um modelo em escala navegante que tenha a performance do original. Tenha em mente que os fluidos no qual o modelo usa (água e ar ) não mudam de escala ; daí o problema.

Modelos a vela de competição : Existem alguns tipos a se conhecer ,e entre estes tem os de curso livre que são os modelos Classe 20 ” e Classe 36 ” e os modelos com rádio controle que são : o Classe M ou Marbleheade o Classe Uly ou um Metro, está vindo aí um modelo chamado de 65 cm, mais ainda não está implantado como modelo de competição e comprovada sua categoria .

Existem modelistas que se destacaram no modelismo brasileiro e vêm se alterando ano a ano , colocar seus nomes aqui seria no mínimo temerário.

Modelos a motor de competição : São modelos em geral sem escala ou com escala estilizada, e cuja única finalidade é competir em provas de velocidade em sua grande maioria são com motores de combustão interna do tipo “glow” mas existindo também a Diesel e gasolina, porem em menor número.Existem motores de competição elétricos, de última geração, com ímãs especiais e baterias super especiais ,mas com autonomia reduzida em se comparando com os outros. Por mais curioso que pareça, existem motores de competição a vapor com caldeiras do tipo “flash steam” que competem páreo a páreo com os a combustão interna.

A finalidade desses modelos é a alta velocidade, chegando as vezes a 80 Km por hora, e também um pouco de manobrabilidade para se fazer os percursos, as vezes levemente sinuosos.

Em nosso país existem muitos aficionados dessa modalidade de nauti, mas não temos dentre nossos pares ninguém que se compare com valores internacionais , como acontece em outras atividades modelísticas onde temos campeões a nível mundial.

Modelos semi escala com tração elétrica e rádio controlados.

Essa modalidade de nauti é a que encontra a grande massa dos modelistas brasileiros, talvez por ser mais rápida a construção, por requerer menos esmero, por pesar menos no bolso, ser fácil de se locomover e enfim ,uma série de outros favorecimentos ,é que ela se destaca, chegando a representar 85 % do nautimodelismo no mundo, e o Brasil não foge a regra. Com esses modelos são feitas as provas no Brasil e no mundo, cabendo ainda uma série de subdivisões como : prova para Traineiras, para Rebocadores, para modelos militares, enfim chega-se a especificar a prova a ser feita.

Modelos de percurso reto, sem RC, com tração elétrica.

É uma modalidade de poucos adeptos mas que possui uma prova anual famosa, por ser realizada dentro da Escola Naval no Rio de Janeiro.

Modelos em escala perfeita com tração elétrica ou a vapor.

É o que existe de mais requintado em modelismo naval, este tipo de modelo, encontra lugar tanto nas competições como em decorações, em geral sua máquinas tem o mesmo requinte que o modelo, por isso tendem a ganhar as provas de manobras.

Os modelistas mais notórios nessa modalidade em nosso pais são: Edmar Mammini, Guilherme Scott de São Paulo e Paulo Cunha de Campinas .

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